Panela Da Ju, uma história de amor sem glúten! - Celia Celiaca
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Panela Da Ju, uma história de amor sem glúten!
Conheça outra descoberta de diagnóstico, em adulto.

Nos idos de 2016, Ju e Fabrício viveram um episódio que marcou suas vidas. Quando Fabricio passou mal, correram para o hospital. O médico diagnosticou apendicite e o internou, afirmando que faria uma cirurgia para remover o apêndice. E recomendou que Ju fosse para casa.
No dia seguinte, ao retornar ela ouviu o médico relatar que havia feito exames e constatado que não era apendicite. Ao dar alta, o médico disse ao Fabrício palavras que eles nunca esqueceram: “Procure um médico. Você pode ter uma hemorragia interna. Seus exames de sangue estão piores do que os de um mendigo”.
De dentro do hospital recomendaram a Fabricio que procurasse um médico. E eles haviam consultado vários. Mas nenhum encontrou a causa da anemia que se apresentava desde a infância.

No serviço público, os casos de falta ao trabalho por doença ou hospitalização, são analisados pela Perícia Médica. Fabrício foi examinado por um perito, médico cardiologista e graças a ele o diagnóstico se concretizou. Este perito o encaminhou a um colega especialista para realizar uma endoscopia. O resultado da biópsia foi: Marsh 3B.

Fabrício chegou em casa dizendo: “Ju sou celíaco!” E ela, que não fazia ideia do que se tratava, começou a estudar no mesmo dia. Imediatamente tiraram o glúten da casa. Na época até o arroz continha glúten, por compartilhamento de maquinário. E, embora morassem em uma cidade relativamente grande, o mercado oferecia poucas as opções de recipientes para o cozimento dos alimentos sem glúten.

Ju relatou: “E na hora eu fiquei pensando: e quem é celíaco e mora em cidade pequena? E quem mora em cidade grande e não tem opções, como a gente?”

Inquieta, não teve dúvidas e desistiu da carreira profissional. Mestre em direito, na época Ju dava aulas em um cursinho preparatório para concurso, porém decidiu que precisava fazer algo significativo pelas pessoas celíacas.
Passou meses pensando, pesquisando, desenhando, escrevendo, até constatar que a melhor forma de atender ao público, com a mesma dificuldade que eles encontraram, era por meio de uma loja online.
Buscou o contato das fábricas, pediu laudos, teve muitas conversas e ficou decepcionada com empresas que se diziam seguras e após algum tempo descobria contaminações e riscos.

“A verdade é que desde o diagnóstico do Fabrício, descobri minha verdadeira paixão: a Nutrição, que passei a estudar e estou no 2° ano, cada vez mais desejosa de falar sobre o assunto, de incluir pessoas, de ajudar aqueles que querem nos incluir. Hoje trabalho com uma loja focada em pessoas com restrições alimentares. Todos os nossos produtos são livres de glúten e contaminação, inclusive aqueles a granel. Nosso estoque é mapeado por alérgenos, de modo que podemos atender com segurança. Não digo que foi fácil o diagnóstico e ainda não é. Em contrapartida, a celíaca me trouxe algo fundamental, que é trabalhar feliz!”, revela-nos Ju.

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Célia Celíaca

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