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Conheça a história da pequena Helena, celíaca e que teve dificuldades na escola!
Por Renata Aurichio, mamãe da Helena
A princípio quadro típico de virose, diziam os três, quatro pediatras em que eu havia levado Helena, naquela época com seus 7 meses, no início da Introdução Alimentar e um período no qual foi apresentada ao período integral de um berçário do bairro em que eu moro, aqui de Belo Horizonte.
Os meses foram passando, reguladores intestinais, hidratação em abundância, alimentos que prendem o intestino, avaliação de água contaminada no espaço educativo e o quadro de diarreia aquosa se intensificava, assaduras que irritavam a região glútea, muito branquinha, sangrava.
Aos 18 meses de vida, após episódios exaustivos de diarréias mensais, um perfil físico já característico de barriguinha estufada e bumbum pequenininho e uma preocupação constante, um episódio de fezes com sangue nos alertou e demos início ao acompanhamento especializado com um Gastropediatra. Imediatamente ao avaliar todo o histórico clínico e perfil físico da Helena, solicitou os exames genéticos e de sangue, já apostando em um diagnóstico positivo para a Doença Celíaca.
Assustada, conturbada ou melhor transtornada eu realizei aqueles exames e ao abrir e ver positivo me vi quatro meses em estado depressivo. Uma filha com Doença Celíaca aos 18 meses e eu, tentando buscar forças para alimentar de amor e fé minha recém chegada Isadora, nossa caçula que nasceu em dezembro junto ao diagnóstico de nossa filha mais velha.
Me permiti quatro meses de atenção à minha recém-nascida e depois fui em busca do exame de Endoscopia com biópsia no intestino delgado, e positivo. Helena com seus dois anos de vida já completados apresentou a Condição Celíaca para mim.
Muito prazer, sou Renata Aurichio, mãe da Helena de dois anos e da Isadora de 9 meses. Casada com o Luiz há 5 anos e somos todos uma família Glúten Free.
Enfrentei inúmeras dificuldades e a maior delas foi a falta de informação e amparo das pessoas próximas. Me vi em um abismo, completamente sozinha e apavorada, sem o menor conhecimento da condição de minha filha. Busquei esclarecimentos em redes sociais, leituras de artigos em sites e em uma noite, entre tantas que eu mergulhava em letras e dados para me assegurar de manter minha filha viva e com saúde, encontrei a Eve Ferreti, que em uma delicadeza de palavras e um afeto e acolhimento imensuráveis me carregou, colocou no colo e suspirou que daria certo, que eu daria conta. Respirei!
Ao meu redor vi a Célia Celíaca, uma menina doce, encantadora e feliz, um olhar puro, uma personagem que me enchia de esperanças em acreditar que minha pequena criança celíaca poderia ser feliz e conduzir a vida em condições saudáveis. Abracei a causa.
Gritei ajuda para aqueles que quisessem me ajudar e entre meus gritos, meus choros e meus medos esbarrei com mamães me apoiando e entendendo o quanto é triste ouvir da Escola, de primeira infância, que sua filha permanecerá isolada das atividades que envolverem contaminação com o Glúten.  Cadê a inclusão?
Minha luta iniciou e eu não desisti. Junto a mim, Eve e Fran, duas companheiras, que me ajudaram na luta em fazer adaptar e aceitar a condição de minha filha no seu espaço pedagógico. Garantidos todos os seus direitos, materiais foram disponibilizados e sugestões foram acatadas para conduzir as especificidades de forma leve e harmoniosa.
Foram reuniões semanais por três meses consecutivos, muita resistência por parte da escola, muito medo do errado, mas a certeza de tentar o melhor. Conseguimos! Todos os materiais livres de glúten, todas as atividades inclusivas, para a condição de minha filha, e para minha surpresa, um lindo projeto desenvolvido: a Célia Celíaca loirinha. Uma nova aluna em sala de aula com todas as suas limitações e cuidados recebendo afeto e olhares extremamente rigorosos das 12 crianças da sala de aula que sabem, a Helena é Celíaca.
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Célia Celíaca

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